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quarta-feira, setembro 24, 2014

Embarcação da Nigéria espera liberação para operar no cais santista

Um navio do Congo e outro da Nigéria estão previstos para atracar nesta semana no Porto de santos, no litoral de São Paulo. Dos dois países africanos, um foi atingido pelo vírus ebola, que já registrou mais de 4 mil casos no continente.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as duas embarcações solicitaram a emissão do Certificado de Livre Prática, que é requisito básico para atracamento nos portos brasileiros. O navio deve declarar a origem, procedência e informar eventuais agravos de saúde à bordo.
O navio Paros, vindo do Congo, tinha previsão para atracar às 10h desta quinta-feira (11), mas ainda não possuía a liberação da Anvisa. De acordo com o órgão, o navio ainda não apresentou a comprovação referente ao pagamento de taxas, mas já entregou os documentos que provam a inexistência de anormalidades clínicas e problemas sanitários na embarcação. Ainda não há previsão de horário para a atracação.
 
Ainda segundo a Anvisa, os trabalhadores do cais santista não devem ficar preocupados com o risco de contaminação pelo vírus ebola. Os navios não têm casos a bordo e, caso algum deles tivesse, não haveria contato com os doentes. Além disso, a Anvisa, o Ministério da Saúde e a Vigilância Sanitária estão preparados e adotariam os procedimentos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Ebola
O número de mortos no pior surto de ebola já registrado subiu para ao menos 2.296 pessoas, com 4.293 casos da doença contabilizados em cinco países da África Ocidental, segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgadas nesta terça-feira (9).
Quase metade dos falecimentos (47%) e dos casos (49%) foram registrados nos últimos 21 dias, segundo a OMS. De acordo com os dados apresentados, 1.224 mortes ocorreram na Libéria, 555 na Guiné e 509 em Serra Leoa, os três países mais afetados. Além disso, oito pessoas morreram na Nigéria, de um total de 21 casos (entre confirmados, prováveis e suspeitos). O Senegal confirmou um caso, de três suspeitos.