Após determinação da justiça para que o Governo Federal pague o tratamento fora do Brasil, a menina Sophia embarcou para os Estados Unidos. Sophia precisa de um transplante múltiplo de órgãos. O avião com ela, a mãe e os dois médicos do Ministério da Saúde decolou 1h30 para Boa Vista, em Roraima. De lá, segue para a República Dominicana e depois para a Flórida, nos Estados Unidos.
É o começo de uma nova etapa na luta para salvar a vida do bebê de seis meses, que nasceu com uma doença rara e precisa de um transplante múltiplo de órgãos: bexiga, intestino e estômago. A cirurgia é feita por um médico brasileiro, mas o único hospital no mundo habilitado o procedimento fica em Miami.
O tratamento custa R$ 2,2 milhões. “A cirurgia, o transplante, o transporte, o home care da Sophia, no que se fizer necessário. Ou seja: todo aparato, o que necessitar, a Sophia estará amparada pelo governo brasileiro”, explica o advogado da família Miguel Navarro.
O avião fretado pelo governo brasileiro deve pousar às 15h30 no aeroporto de Miami. A expectativa dos médicos americanos é de que, no máximo em seis meses, a Sophia consiga um doador compatível. Eles disseram que o índice de sobrevivência em bebês com a mesma doença de Sophia que fizeram o transplante é de 85%, o que aumenta a esperança da família.
“É questão de semanas. Ela vai conseguir esse doador e daqui dois anos vamos voltar com ela firme e forte”, diz o pai Gílson Gonçalves da Silva. Esses dois anos é o tempo de tratamento pós-cirúrgico que Sophia vai precisar para voltar para o Brasil.
